Presidente da FENAM, Bartíria Costa, é contra retrocesso e defende a garantia de direitos e o fortalecimento do movimento comunitário

Bartíria Costa (ao microfone)

“2017 não vai ter trégua, continuaremos na luta em Defesa da nossa Democracia!” é o título do artigo da presidenta da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), Bartíria Costa. O texto avalia o golpe de 2016, que busca desmontar as políticas sociais e os direitos conquistados em 13 anos de governos populares. “Precisamos fortalecer e estruturar o movimento comunitário para que possa continuar combativo”, defendeu a dirigente.

 

Bartíria Costa (ao microfone)

Bartíria Costa (ao microfone)

2017 não vai ter trégua, continuaremos na luta em Defesa da nossa Democracia!

O ano de 2016 foi marcado por muitas contradições, um ano que o Brasil presenciou uma Câmara e um Senado onde a maioria não tem a menor intenção de defender o povo, apenas em defender seus próprios interesses. Presenciamos um Judiciário e uma mídia parcial, agindo como se fossem verdadeiros partidos, a mídia divulgou inverdades como se fossem verdades, vimos rasgar nossa Constituição, vimos o golpe da nossa democracia quando destituíram uma presidenta legitimamente eleita com mais 54 milhões de votos.

Presenciamos tudo isto com muita luta. A Conam, juntamente com outros movimentos populares, acampou, ocupou, foi às ruas para defender nossa democracia, para garantir que o projeto, construído durante os 12 anos de governo democrático, não fosse derrotado e não fossem retirados os avanços das políticas sociais.

Toda mobilização das entidades que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo não foi capaz de impedir o golpe. Vimos uma presidenta sem crime ser afastada, um vice-presidente golpista assumir a presidência com uma agenda antipopular, antidemocrática e conservadora. Colocou uma polícia ostensiva e ofensiva para coibir as mobilizações e fomos tratados como criminosos. Desrespeitou nossa Constituição articulando a aprovação da PEC 55/2016 (a PEC do fim do mundo), maior retrocesso das políticas sociais nas áreas de saúde e educação, redução de recursos para habitação de interesse social, privatização para os serviços de água, saneamento e energia…Com essas medidas o movimento popular precisa mais do que nunca resistir.

Interromper o Programa Minha Casa Minha Vida, fruto de mobilização dos movimentos da Reforma Urbana, é um duro um golpe para nossas comunidades, em particular para nossas famílias que precisam de moradia digna. Infelizmente essa política tem apoio da maioria de um parlamento cada vez mais distante dos anseios da sociedade.

Continuaremos na luta, não daremos trégua. Defender nossa democracia e garantir os nossos direitos será nosso foco. Nesse sentido, a unidade dos movimentos populares será muito importante, precisamos repensar novas formas de mobilizações e de ações.

Em 2017, além das lutas que não serão poucas, já no mês de janeiro, estaremos no Fórum Social das Resistências, em Porto Alegre. Estaremos mobilizados para realizar o décimo terceiro Congresso da CONAM, momento muito importante para debater, refletir e redefinir nossas ações estratégicas para os próximos períodos. Precisamos fortalecer e estruturar o movimento comunitário para que possa continuar combativo.

O próximo período passa por mudanças profundas. Saímos de uma agenda de avanços para uma agenda de resistências contra os retrocessos e pela garantia de direitos. O próximo ano promete ser de instabilidade política, de ataques aos movimentos e de criminalização das lutas sociais e urbanas. Estaremos em combate, não desistiremos. A luta continua, resistir sempre. Eleições diretas já!

Bartíria Lima da Costa
Presidenta da CONAM

 
Fonte: Portal Vermelho A Esquerda Bem Informada

 

 

 

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