UCES exibe curta premiado em vários festivais de cinema no seu Cine Clube

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filmes_UCESNuma iniciativa da diretoria da União Campinense de Equipes Sociais foi lançado no Cine Clube UCES, um projeto cultural apoiado pelo Cine Cultura, Fundo Nacional de Cultura, Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. A UCES está situada à rua Padre Ibiapina, 144, Centro – Campina Grande/PB – Contato: 83 – 3341 0039. A proposta cultural marca a Administração João Batista Pereira Batista.

O curta premiado em vários festivais de cinema dentro e fora do Brasil, é a terceira direção assinada por André logo após ele ter ganho o concurso de histórias Revelando os Brasis II para o qual produziu ”A Encomenda do Bicho Medonho”.

Um filme de inauguração do projeto cultural da UCES conta a vida de travestis do Cariri Paraibano. A história é o centro do curta-metragem “Amanda e Monick”. O filme de personagens excessivos onde a realidade tende para a ficção. É um documentário sobre dois travestis que vivem realidades diferentes em São Miguel, cidadezinha de 6 mil habitantes perdida no Cariri paraibano.

Um se prostitui, o outro é mocinha e leciona. Amanda é professora de história. Com olhar confiante, conquistou o respeito dos alunos. A base dessa autoafirmação está no pai, que sempre deu apoio irrestrito. Monick aparenta ter uma realidade familiar diferente. Assumida desde os 17 anos, trabalha como prostituta em Santa Cruz do Capibaribe (Pernambuco). Sua sexualidade que é outro ponto complexo, não se encaixa simplesmente no rótulo de homossexual, por se travestir de mulher. Afirma-se gay, mas engravidou uma mulher – os dois vivem juntos. “Quando a criança nascer, eu vou ser a mãe e a Nilda [sua companheira] será o pai”, confessa Monick.

O diretor André da Costa Pinto mostra que, por detalhes de criação e convivência social, histórias parecidas podem tomar rumos diferentes. Nascido Artur Marculino Gomes, Amanda tem o suporte do pai. Seu depoimento no filme emociona. Com uma maturidade espantosa, Silvio Gomes trata a condição sexual do filho sem segredos e anormalidade, sem chegar nem perto do “politicamente correto”. Apenas entende como normal a condição de Amanda. Monick Mashahara, nome de guerra de Hernando Porfírio da Silva, tem outro caminho. Sua família sequer chega a ser citada no filme. “A relação delas com a família é que marca a diferença da trajetória”.

“Amanda e Monick” coloca o espectador urbano no assento da dúvida e desconforto. Como em uma cidade de seis mil habitantes um travesti é aceito pela família, alunos, pais? “Isso é uma questão importante, que fica de reflexão”, avalia o diretor. Em uma sociedade acostumada com os gêneros heterossexual, homossexual e bissexual, a condição de Monick põe mais caldo na história. O Documentário em Cor, MiniDv, com 18min, 2008, PB.

Sobre o diretor André da Costa Pinto – André é coordenador do Comunicurtas – Festival Audiovisual de Campina Grande e com os curtas “Amanda e Monick” e “A encomenda do bicho medonho” conquistou mais de 12 prêmios nacionais de melhor filme digital, dentre eles Melhor Curta Digital durante o XII Cine – PE – Festival de Cinema do Recife, Prêmio de Melhor Vídeo Nacional durante o XXXI Cine Guarnicê – Maranhão, e também Prêmio de BNB de Melhor Curta Metragem durante o XXXI Cine Guarnicê – Maranhão, Prêmio Caxiponés de Visibilidade aos Direitos Humanos durante o XV Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, Prêmio de Melhor Direção pelo curta “Amanda e Monick” durante o II For Rainbown – Festival da Diversidade Sexual – Fortaleza, Prêmio de Menção Honrosa do Júri Oficial para “Amanda e Monick” durante o XV FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul, segundo a professora de Comunicação na UEPB, Águeda Cabral.

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